domingo, 28 de dezembro de 2014

Lembranças da Cantinho Musical

Comentários para Lojas de discos fechadas: imagens valem mais que palavras publicados no Facebook:

A matéria é verídica, mas exagerou na seleção de fotos. Botaram foto aí de lojas que devem ter fechado há décadas. Só faltou a loja que marcou a minha infância: a Cantinho Musical, que ficava no Largo da Abolição, no Rio de Janeiro. Esquina da Avenida Dom Hélder Câmara com Rua da Abolição. A loja enfrentou problemas que os outros comerciantes da área também enfrentaram: alagamentos constantes. Cheguei a ver cassetes originais do disco V da Legião Urbana encharcados com as águas das enchentes. Hoje funciona no mesmo imóvel uma farmácia.

domingo, 21 de dezembro de 2014

A falta de coragem das novas gerações do rock nacional

Comentários para Combate Rock publicados no Facebook:

O problema é que, nas novas gerações do rock nacional, há muita gente liberal ou conservadora. Não necessariamente ligados ao rock gospel ou ao rock católico. Mas ficam tudo quietinhos com o cu na mão, com medo que a militância/milícia os chamem de coxinhas, reaças, conservas, neoliberais, tucanalhas, viúvos da ditadura, etc.

Enquanto isso, os populistas dominam a música brasileira. Só ficam putinhos porque Seu Lula viu 2 Filhos de Francisco no Aerolula através de um DVD pirata.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Músicos e ouvintes de Rock: O que você está disposto a fazer para mudar algo no seu mundo?



Diego Frazão Torquato tocando violino no funeral do seu professor. O professor foi responsável por tirar crianças da violência por meio da música no Rio de Janeiro.


Diego Frazão Torquato, conhecido como Diego do Violino morreu em 2010. Desde muito pequeno, Diego conviveu com doenças, como a meningite. Segundo aqueles que conviveram com o menino, apesar da saúde fraca e da dura vida convivendo com a violência cotidiana disso, não perdeu o entusiasmo para a música. Diego ficou internacionalmente conhecido por esta foto em que chorou ao tocar no funeral de seu professor. Diego participou das oficinas do grupo em Parada de Lucas e se tornou a estrela da orquestra de cordas do Afroreggae. Sem dúvidas a musica teve um papel importante na vida desse menino e, não fosse sua saúde fraca, quem sabe até onde ele poderia chegar?

Esse professor se pudesse de alguma forma ter acesso a um video do compacto dos melhores momentos de sua pós vida, certamente ficaria feliz ao ver essa imagem. Ao ver a diferença que fez na vida de alguém.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. Mas para tudo na vida é preciso de um inicio. Ninguem vira fã do Cannibal Corpse por si só. É preciso que alguém apresente o artista. Eu não tenho dúvida que muitos de nós compartilhamos com outras pessoas nossa musica e temos prazer em ceder material para aqueles que nada tem para ouvir em casa ou simplesmente pouco conhece sobre Metal/Rock. Posso afirmar que eu já "converti" muita gente "pro nosso lado" e já salvei muita criança do mal gosto musical dos pais.

Entre os bangers eu sempre vejo muita reclamação, até fundamentada, sobre o tipo de musica e cultura absorvida entre os mais pobres. Até quem vive nessas comunidades se sente incomodado. Já vi até figura do underground carioca reclamando não só do mal gosto comportamental, mas defendendo até um "clareamento étnico" dentro do underground carioca. Isso num estado em que a imensa maioria da população é mestiça (Como essa declaração deplorável tem alguns anos eu torço que para essa ideia tenha mudado).

O ponto que eu quero chegar é que eu gostaria muito de ver músicos de nossos gênero agindo mais com as mãos na massa ensinando musica, do que reclamando e digitando nas redes sociais sobre o mal gosto alheio. Seria muito interessante se pessoas que saibam tocar, cedessem um pouquinho do seu tempo indo ensinar musica para crianças sem acesso a boa musica, que, por questões culturais e imposição midiática - Eu afirmo que o Funk, o Pagode, o Brega e toda musica de qualidade duvidosa é imposta ao pobre e favelado. Faz alguns anos o "funk" tornou-se a camisa-de-força do povo pobre -usando este termo que li pela internet e achei muito apropriado - o povo carioca virou refém do "funk" carioca. E falo isso com propriedade por experiência própria. Até o samba, virou de certa forma, refém dos funqueiros e dos trejeitos do R&B americano - Já o favelado, este não está na favela porque quer. É porque ele não consegue comprar um apartamento (dizem que hoje ele consegue). Da mesma forma a "musica brega" e todos os seus derivados - inclusive o "funk" carioca - escravizam o povo, num semi-fascismo cultural, comandado por empresários do entretenimento dos mais diversos, desde os do interior do país até os das grandes corporações de mídia do Sudeste.

Eu tenho profundo ódio de projetos culturais que se limitem a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas tenho mais raiva ainda de quem tem conhecimento e se nega a ensinar, ou compartilhar.

Sempre se reclama da falta de espaços para tocar, da ausência de publico nos eventos. Sempre reclama do mal gosto alheio, da falta de educação alheia. Eu te pergunto, você estaria disposto a dar um pouco do seu tempo (in)útil indo dar aulas de musica? A melhor forma de mudar toda uma cultura é passando cultura. A melhor forma de aumentar o público interessado é aumentando pessoas interessadas em consumir cultural e economicamente dessa cultura. Por que não subir um morro pra dar aula de Heavy Metal para filho de favelado? Por que não ensinar nossa musica, nossa cultura e nossos valores?

Eu já disse uma vez que o Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. (De novo, não estou convocando ninguém a se filiar ao PCO, nunca, Jamais ever!). Heavy metal é por essência, som dos excluídos. Mas será que estamos fazendo jus às nossas raízes?

Talvez usar um pouco do seu tempo (in)útil passando conhecimento e arte faça mais a diferença que apoiar idiotas (in)uteis que vestem uma máscara e saem por ai quebrando o que vê pela frente.


O que você está disposto a fazer para mudar algo, nem que seja a vida de um único menino? Eu infelizmente não sei tocar, nem tenho muito conhecimento técnico para passar, mas no pouco que sei; e no muito material que tenho, se um dia na minha cremação (já deixo avisado que quero ser cremado) se existir uma criança chorando por mim, por tudo de positivo que eu pude passar pra ele. Minha vida inútil, teria valido a pena. Pelo menos eu "socializo minha empada cultural".


Então que tal levantar seu traseiro sujo e ir passar cultura a alguma criança? Que tal melhorar o mundo ajudando a formar pessoas melhores pra ele?


Faça como Jack Black, porra!





Também publicado no site Whiplash http://whiplash.net/materias/opinioes/192616.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Plebe Rude repudia uso de músicas da banda em manifestações políticas

Comentários para Whiplash publicados no Facebook:

Se o pessoal tivesse visto o patrocínio da Petrobrás no CD R Ao Contrário e do Governo do Distrito Federal no CD/DVD Rachando Concreto, jamais usariam músicas dessa banda.

Falta de conhecimentos gerais dá nisso. Ficam só nos seus infinitos particulares...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O heavy metal como exemplo de empreendedorismo

Artigo Original: Blog Shogunidades



Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, disse uma vez que heavy metal é a “ópera da classe operária”. E tudo indicava que os fãs das bandas de rock pesado eram mesmo, em sua maioria, homens de classe média baixa. Mas não é o que parece. Dá uma olhada nesse mapa que mostra a quantidade de bandas de metal a cada 100 mil habitantes:

Pois é, os “pobres” países da Escandinávia têm a maior concentração de bandas de rock pesado per capita. Alguns cientistas acreditam que os dias frios e cinzentos daquela região combinam com o clima do heavy metal. 

Mas, por não acreditar 100% nessa teoria, o pesquisador Richard Florida, da Universidade de Toronto, decidiu investigar as conexões entre o heavy metal e fatores sociais e econômicos. E, bem, segundo ele, a proliferação de bandas desse estilo é mais forte em países com PIB maior, com níveis altos de criatividade, empreendedorismo e diplomas universitários. 

“Pode parecer estranho, mas o heavy metal não surge na escória da alienação e desespero, e sim no solo argiloso da prosperidade pós-industrial”, diz Florida. “Faz todo sentindo: enquanto novas formas musicais podem nascer em grupos marginalizados, são as sociedades mais avançadas e ricas que detêm a mídia e as empresas de entretenimento que promovem os gêneros musicais. E os jovens ricos têm bastante tempo de lazer e dinheiro para comprar esses produtos”, completa. 



Na rubrica "Single Best Chart", a Bloomberg mostra a concentração de bandas de "heavy metal" nos países mais ricos.

E aí, dá para dizer que agora heavy metal é coisa de burguês?Fonte: Superinteressante

Heavy metal como indicador de riqueza: Empreendedorismo + Riqueza

A pesquisa aponta que o gênero tem menos influência nos lugares pós-industriais devastados, mas continua a ser incrivelmente popular nos países escandinavos conhecidos por sua riqueza relativa, robustas redes de segurança social e incrivelmente alta qualidade de vida. Agora se heavy metal é, ou não, coisa de burguês isso pode ser questionado, especialmente no Brasil.

No começo entre os anos 70 e 80 o heavy metal foi "trazido" para cá por jovens de classe média ( filhos de embaixadores, funcionários públicos e de executivos internacionais) que tinham poder aquisitivo para comprar LPs importados. Porém, foi nas camadas mais baixas que o metal brasileiro floresceu com instrumentos velhos e gravações de baixíssima qualidade, cópias de fitas cassetes. Assim surgiram Sepultura, Dorsal, Sarcofago etc... - eu mesmo tive mais contato ás "novidades" do gênero graças a um amigo de infância que viveu no Japão e voltou ao Brasil nos anos 90, onde pude fazer minhas cópias de fitas k7 de seus Cd's.

O Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. Heavy metal sempre foi tido por muitos como por essência, som dos excluídos. E por ser excluído eu entendo que torna-se vital o ato de "se virar" e a ideia do "faça você mesmo".

A atenção pública no apoio a eventos financiados pelo estado - como comprova a matéria do R7: "Funkeiros ganharam R$ 138 mil para cantar na Virada Cultural" é quase inexistente. Na última virada cultural de SP não foram poucas as criticas pela ausência de artistas nacionais de rock mais pesado no evento, contando apenas com o Ira! (O evento controu com a presença internacional do Uriah Heep, mantendo a tradição que já trouxe ao evento Misfits e Suicidal Tendencies). Ao contrário de edições anteriores que contou com pelo menos um ou dois artistas brasileiros - um "oásis" perdido no meio do deserto cultural popularesco - para o publico tão acostumado a ser ignorado pela mídia e por secretarias de cultura de todo país.

(PS: No Rio em uma das edições do 'Viradão Carioca' houve um palco que contou com um sjow do Korzus além de outras bandas, num caso raro que não é a regra e sim a exceção).

O mesmo pode-se dizer de projetos culturais que se limitam a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas aí já acredito que talvez a coisa dependa mais da vontade de músicos do nosso meio, profissionais ou não, de participar de tais projetos.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. O que torna a coisa mais acessível para quem tem pouca grana. O fato também é que se no Metal no Brasil não há apelo popular. curiosamente sua forma mais pura de existência, o underground, sobrevive no subúrbio das cidades e bairros de classe mais baixa nos grandes centros do país. Como a foto abaixo que ilustra bem a situação:

Foto: Luciano Paz - Tomarock

A foto tirada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense-RJ (e cidade onde fui criado) mostra a convivência tranquila entre bangers de uma ponta da rua em um evento underground conhecido como 'Tomarock', e um bar onde tocam apenas grupos de pagode. Eventos como esse ocorrem aos montes na região, cito o 'Piabetá rock' e o 'Cruzada Metal'. Assim como ouros que ocorrem no subúrbio carioca. Eventos e boa vontade para realiza-los existe.

Mas nem só de boa vontade se vive. Num pais que idolatra a carreira pública como única fonte de sucesso profissional; que criminaliza socialmente o lucro e sucesso  - Quantas vezes você já viu alguém metendo o malho num produtor por ele ganhar dinheiro com evento (isso quando acontece dele ganhar) sob a alegação que metal faz porque gosta? - dificulta a vida daquele que quer empreender e viver da sua própria conta e riscos. Não é incomum aparecer algum punk reclamando do custo de 20,00 R$ no ingresso daquela banda sueca lendária. Possivelmente porque este individuo muito não sabe o quanto custa caro realizar qualquer tipo de evento minimante organizado - assim como a maioria brasileira, não faz ideia de onde vem o dinheiro dos "beneficios" sociais e trabalhistas que recebe - respeitando leis e normas altamente complicadas, principalmente com uma banda do exterior, sem precisar molhar a mão de algum PM afim de engrossar o seu soldo por fora por saber que o evento está ilegal. Ou atendendo a reclamações de alguma vizinhança que não se importe com o pagodão comendo solto a noite inteira, mas se sente incomodada com os roqueiros fazendo barulho. E infelizmente eventos de metal/rock não contam com o apoio da Regina Cazé de deputados do PSOL e muito menos com alguma data declarando seu 'deti metal' de cada dia cultura popular.

Particularmente eu até prefiro que as coisas se mantenham assim, detestaria ver o heavy metal virando moeda politica e levantando bandeira para pedidos de "mais estado". Melhor assim, "mais metal e menos estado"...

Você pode criticar - como eu eu critico por um motivo distinto - mas foi o empreendedorismo que deu ao pais a segunda maior banda de sucesso internacional (ainda que fazendo uso escuso de um forte monopólio midiático como uma famosa revista especializada, meu motivo de critica).

O mesmo se pode dizer das tão faladas 'panelas' que a maioria dos músicos reclamam, e que eu mesmo como assessor de imprensa já senti na pele das dificuldades de que alguém envolvido no seu trabalho não ter um bom relacionamento com um produtor ou musico A ou B podem lhe causar. Ainda assim não se pode tirar o mérito de quem criou essa "panela". Então ou você tem três opções: Crie a sua e entre no mercado para competir fazendo um trabalho melhor; Tente entrar naquela que já existe e desfrute das suas benesses;  Ou pode ficar amargurado xingando a tudo e todos e praguejando o mundo pelo seu insucesso.

Se ter e administrar a sua banda jã são gestos de empreendedorismo. Ser produtor sem contar com verba pública é algo ainda mais louvável. Embora eu respeite muito aqueles que conseguem algum financiamento pela lei Rouanet, dada a burocracia e a dificuldade quase acadêmica para se elaborar um projeto pedindo o financiamento para eventos de rock.

Finalizando; por esta analise você pode até discordar da pesquisa de Richard Flórida, talvez ela até possa servir como uma explicação da indigência cultural da nossa nação a ponto de se pagar 38 mil, por um show da Valeska Popozuda (mérito dela que conseguiu se colocar neste patamar e azar nosso por algum governante achar conveniente este valor para um artista popularesco consagrado para se apresentar em um evento chamado "Virada cultural").

Mas se em dois pontos pesquisa se mostra muito correta no que se refere ao Brasil:  É que sim, a riqueza o trouxe para cá. Mas é o Empreendedorismo, principalmente dos mais pobres, que o mantém vivo.


Fontes: 
Superinteressante - http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/tag/heavy-metal/





Eventos:
Tomarock (Duque de Caxias/RJ)https://www.facebook.com/pages/Tomarock/219707451383388

Piabetá Rock (Piabetá - Duque de Caxias)https://www.facebook.com/piabeta.rock

Cruzada Metal (Nova Iguaçú/RJ)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Justiça autoriza Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá a usarem a marca Legião Urbana


Uma pequena vitória foi obtida na Justiça pelos dois membros que viveram toda a trajetória da Legião Urbana junto com Renato Russo, falecido há 18 anos. O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá foram autorizados a usar a marca Legião Urbana em suas atividades musicais.

A decisão foi dada pelo juiz Fernando César Ferreira Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, num primeiro passo para a reconquista da marca Legião Urbana pelos músicos que hoje representam o vivo testemunho de sua trajetória.

Atualmente Dado e Marcelo disputam com o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, o controle pelo nome da banda e pelo seu legado. A sentença é um dos primeiros resultados favoráveis aos dois músicos, numa disputa que na maior parte das vezes foi favorável a Giuliano, que será condenado a pagar uma multa de R$ 50 mil caso impeça os dois de usarem o nome da banda.

Dado e Marcelo, no entanto, não conseguiram a co-titularidade do nome, que continua sob responsabilidade exclusiva de Giuliano, que alega nunca ter impedido os dois músicos do uso profissional do nome Legião Urbana, mas estabelece limites para o uso do nome pelos dois músicos, que não se pode estender a, por exemplo, roupas, acessórios e vendas de CDs.



PRAÇA ABANDONADA

Em Curitiba, de onde vem parte dos ascendentes de Renato Russo, uma praça com o seu nome, inaugurada há 12 anos, está em completo abandono e não é valorizada para eventos de rock local, mesmo que não sejam diretamente relacionados ao saudoso músico e letrista carioca. A informação é do portal de rock Whiplash.

A Praça Renato Russo, localizada em um subúrbio da capital paranaense, se limita a ser uma modesta praça com parque de ginástica e campo de futebol de areia, mas, além de não servir de local para eventos de rock local, a placa de inauguração está danificada e pichada.

Isso é um grande descaso para uma cidade como Curitiba, conhecida pelo seu atuante cenário de rock que fez a cidade ser classificada pela revista Bizz como a Seattle brasileira.

sábado, 25 de outubro de 2014

Faleceu Jack Bruce, baixista do trio inglês Cream


Faleceu hoje, aps 71 anos, de doença do fígado, o baixista e cantor Jack Bruce, que foi mais conhecido pelo seu trabalho com o Cream. O falecimento foi anunciado na página oficial do músico, através de uma nota que inclui um comunicado de sua família:

"É com grande tristeza que nós, a família de Jack, anunciamos a morte de nosso amado Jack: marido, pai, avô e lenda. O mundo da música será um lugar mais pobre sem ele, mas ele vive em sua música e eternamente em seus corações", diz a mensagem.

O CREAM, NUMA APRESENTAÇÃO NA TV HOLANDESA EM 1968, E NUMA BREVE REUNIÃO EM 2005.

Nascido na Escócia, Jack Bruce começou sua carreira em 1962 e esteve ativo até pouco antes de sua morte. Sua primeira banda foi Graham Bond, mas Bruce também tocou no grupo Manfred Mann e colaborou com John Mayall e Frank Zappa. Ultimamente Jack seguia carreira solo, sem muito alarde na mídia.

Jack, juntamente com o guitarrista Eric Clapton e o baterista Ginger Baker, formaram o trio Cream, que unia rock psicodélico e blues, Jack e Eric dividiam os vocais. O grupo, que teve músicas tocadas na Eldo Pop e na Fluminense FM, teve vários clássicos. Seu som influenciou a sonoridade do hard rock e do rock setentista em geral, sobretudo o chamado "rock sulista" dos EUA.

Alguns deles merecem ser citados: "Sunshine of Your Love", "Born Under a Bad Sign", "I Feel Free", "Tales of Brave Ulysses", "Strange Fruit", "White Room" e "Badge", esta última uma composição de Eric Clapton com o ex-beatle George Harrison. O grupo também gravou covers de blues, como "Crossroads", de Robert Johnson.

A importância do Cream era tal que Jimi Hendrix, que havia integrado outro trio britânico (sim, britânico), o Jimi Hendrix Experience, homenageou o Cream tocando, certa vez, uma cover da música "Sunshine of Your Love".

Depois dos cerca de três anos de atividade, entre 1966 e 1969, o Cream se reuniu duas vezes, em 1993 e 2005. A carreira solo de Jack Bruce, por sua vez, seguiu-se até o lançamento do seu último disco, Silver Rails, lançado em março último.

O trabalho solo de Jack Bruce chegou a ser divulgado pela Fluminense FM, de Niterói, aqui no Brasil. Além de baixista, Jack tocava também violoncelo, teclados, guitarra e gaita. Deixa dois filhos músicos, a cantora pop Aruba Red e o guitarrista Malcolm Bruce.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

sábado, 11 de outubro de 2014

The Who anuncia turnê comemorativa para 2015

ROGER DALTREY E PETE TOWNSHEND, OS DOIS REMANESCENTES DO THE WHO ORIGINAL.

O Who completou 50 anos de existência - incluindo um breve período em que o grupo foi rebatizado como The High Numbers - , tendo a frente os dois membros vivos da formação original, o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista e principal compositor Pete Townshend.

No entanto, o grupo anunciou para 2015 a turnê comemorativa, que além disso contará com o repertório do novo disco de inéditas, a ser produzido em breve. Por enquanto, o grupo lançará, em 03 de novembro próximo, a coletânea The Who Hits 50!, que contará com a inédita "Be Lucky".

"Já são 50 anos e passamos no teste. Fizemos uma música e vamos fazer um disco inteiro. É empolgante", brincou Roger Daltrey, numa entrevista, anunciando as novas atividades do grupo inglês que simbolizou a cultura mod nos anos 60.

A turnê terá 38 concertos nos EUA, com duas etapas, entre 15 de abril e 30 de maio, e entre 14 de setembro e 04 de novembro do próximo ano. Nessa época Roger e Pete estarão, respectivamente, com 71 e 70 anos de idade, a despeito do verso "espero morrer antes de ficar velho" da música "My Generation", um dos clássicos da produção autoral de Pete Townshend.

O grupo atualmente conta com Pino Paladino no baixo, Zak Starkey na bateria e Mick Talbot nos teclados, acompanhando a dupla original. Eventualmente, o irmão de Pete, Simon Townshend (bastante tocado nos anos 80 no Brasil através da Fluminense FM), contribui como segundo guitarrista.

Os referenciais são excelentes. Pino havia tocado com Pink Floyd, Eric Clapton e o baterista de rock clássico Simon Phillips, além de ter feito parcerias com John Mayer (ele mesmo, ex-namorado de Katy Perry). Pino substitui John Eintwistle, morto em 2002.

Zak Starkey, por sua vez, é filho de Richard Starkey, baterista que todos conhecem como o Ringo Starr dos Beatles. Apesar da filiação, Zak musicalmente é mais influenciado pelo amigo de Ringo, o falecido baterista do Who, Keith Moon (morto em 1978) e já tocou em uma das últimas formações do Oasis.

Mick Talbot, por sua vez, é ex-integrante do Style Council, dupla de soft pop formada com o cantor e guitarrista Paul Weller, ex-líder do grupo punk The Jam, que era fortemente influenciado por The Who e Beatles.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pink Floyd anuncia seu fim após lançamento de CD


Interminável pode ser o rio do título do álbum The Endless River, que será lançado no próximo dia 10 de novembro, mas o lançamento desse álbum de estúdio, o primeiro e único em 20 anos, marcará, na verdade, o fim do Pink Floyd, antes de completar 50 anos de fundação.

Antes dele, o último álbum de estúdio foi The Division Bell, de 1994, cujas sessões, por incrível que pareça, inspiraram a gravação do material que compõe o novo e último álbum, definido pelo cantor e guitarrista David Gilmour como "o Pink Floyd do século XXI".

"É triste, mas é o fim", anunciou o guitarrista, que estava no Pink Floyd há 46 anos, afirmando que os membros envelheceram e que não existe um novo projeto para eles. O grupo, que nos anos 60 fez parte do cenário psicodélico e, nos anos 70, popularizou o rock progressivo, será definitivamente extinto depois do lançamento do disco.

O álbum é, na verdade, composto de gravações a partir de 1994, com 18 músicas em maioria instrumentais, 12 das quais co-escritas pelo tecladista Richard Wright, um dos membros-fundadores da banda, que faleceu em 2008 devido a um câncer.

Wright era um dos maiores solistas do grupo, mesmo na sua fase psicodélica, com seu potente órgão de acordes bastante elaborados. Ele foi o segundo membro-fundador do Pink Floyd a falecer, depois de Syd Barrett, o cantor, guitarrista e principal compositor, que deixou a banda em 1968. Barrett faleceu em 2006 decorrente ao diabetes.

O Pink Floyd conseguiu seguir trajetória sem Barrett, apesar de ter passado a fazer uma sonoridade extremamente diferente ao poético psicodelismo do grupo. Mas faixas como "Astronomy Domine" e a instrumental "Interestellar Overdrive", ambas da lavra de Barrett (a segunda em co-autoria com o resto da banda), ambas de 1967, já antecipavam boa parte da sonoridade progressiva do grupo.

As duas canções são do álbum The Piper at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, cujas sessões de gravação ocorreram paralelamente às do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, cada um gravado num diferente estúdio do histórico edifício Abbey Road, em Londres.

No entanto, a trajetória do Pink Floyd tornou-se difícil com as brigas que fizeram Roger Waters sair do grupo - ele não participou do álbum The Endless River - , só desfeitas com uma reunião da formação setentista do grupo para uma apresentação em 2005, e tornou-se impossível sem a presença do super-tecladista Rick Wright.

Em 2012, na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, o cantor Ed Sheeran, um dos principais nomes da música jovem atual, cantou "Wish You Were Here", do Pink Floyd, com a participação de outros músicos, tendo o baterista Nick Mason, outro membro-fundador da veterana banda, em sua função.

O Pink Floyd permanecerá na sua história musical e será lembrado, no próximo ano, através de reportagens comemorativas e pela manutenção de discos em catálogo nas lojas de discos do mundo inteiro, como uma das poucas bandas de progressivo que não tiveram a popularidade seriamente abalada.

Depois de The Endless River, o Pink Floyd talvez só tenha coletâneas ou apresentações ao vivo lançadas por CDs independentes. David Gilmour deve seguir com eventuais trabalhos solo e o PF reinará nas programações das rádios de rock clássico, como a nossa Kiss FM.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Morrissey revelou que fez vários tratamentos contra câncer


O cantor inglês Morrissey, cujo disco mais recente se intitula World Peace is None of Your Business, revelou, numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo, que passou por quatro tratamentos contra o câncer, que incluíram raspagem de tecidos cancerosos. Esse seria o motivo de várias de suas internações.

No momento, o cantor afirma que está se sentido bem de saúde. "Se for para morrer, que eu morra. Se for para eu não morrer, que não seja", disse ele, que está com 55 anos e 27 de carreira solo, depois de sua saída dos Smiths.

Segundo o jornal inglês The Guardian, nas vezes em que Morrissey foi internado, a partir de 2009, ele foi diagnosticado com úlcera hemorrágica, pneumonia dupla, intoxicação alimentar e infecção respiratória. Vegetariano, todavia ele não parece adotar uma dieta alimentar que evitasse tais fragilidades.

Morrissey afirma que não possui vida social nem sexual, e que se sente bem na vida de solteiro. Brincalhão, ele ironizou, sobre o lançamento de seu primeiro romance, previsto para o próximo ano, que se a obra for bem sucedida, ele poderá "deixar de cantar para sempre, o que deixaria muita gente feliz".

JOHNNY MARR LANÇA SEGUNDO ÁLBUM SOLO

Já Johnny Marr, parceiro de Morrissey nos Smiths e co-autor do repertório musical gravado pela banda de Manchester, lança seu segundo álbum solo, Playland, um ano e meio depois do primeiro álbum, The Messenger.

Marr, que era o silencioso guitarrista dos Smiths, mas de acordes ágeis e bastante precisos e criativos, tornou-se também cantor. Sua carreira-solo é pautada na influência dos trabalhos do Electronic - que fez com o vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner - e tem sido bastante prestigiada pela crítica e pelo público.

Nas apresentações ao vivo, Marr já inclui canções dos Smiths, o que dá uma excelente curiosidade de ouvir as canções cantadas por Morrissey na voz do guitarrista. Resta agora desejar excelente saúde para Morrissey e que, mesmo em separado, a antiga dupla dos Smiths possa contribuir com novas e expressivas canções para animar esse mundo marcado pela mediocridade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Falta de diálogo com os ouvintes

Eu desisto. Fora do ar desde o dia 9 de setembro de 2014, a Kiss FM Rio é um caso crônico de falta de diálogo com os ouvintes. Não dão previsão de volta, saem do ar por qualquer bobagem sem avisar, retornam só quando querem.

Como eu não trabalho na emissora e este blogue NÃO É OFICIAL DA RÁDIO, não responderei mais qualquer pergunta sobre quando a rádio voltará ao ar, quando terá programas locais, etc. Se os colaboradores do blogue quiserem escrever sobre a Kiss FM, fiquem à vontade. Pra mim, chega. Só voltarei a escrever neste blogue sobre rock. Não mais sobre a rádio. Aliás, os amigos colaboradores também podem continuar escrevendo sobre rock, como tem feito. Talvez volte a escrever sobre a Kiss FM, se ela voltar ao ar.

Só estou esperando a hora de rebatizar o blogue com o nome "Órfãos da Kiss FM 91,9".

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nichos locais sustentam mercado fonográfico

Resposta para Whiplash:

O que sustenta o mercado fonográfico hoje em dia não somos nós, leitores do Whiplash. Nós compramos CDs de medalhões do rock e de artistas independentes. Mas os medalhões da atualidade vivem de direitos autorais e de venda de ingressos e memorabilia. Do U2 ao Coldplay. Os CDs independentes são vendidos em uma quantidade residual de cópias, que sustentam apenas as próprias gravadoras independentes (quando há) e as fábricas. Se os CDs independentes são lançados sem gravadora, os artistas vendem praticamente pelo preço de custo, como forma de divulgação e para formar currículo (a discografia). O que sustenta a indústria fonográfica hoje em dia não são mais os campeões mundiais de outrora, que vendiam milhões de discos no mundo todo. São nichos locais. Como os artistas pop japoneses, que só vendem CDs para os consumidores do Japão. Ou como os nomes do sertanejo universitário e da música gospel (evangélica ou católica), no Brasil. Enquanto assisto os executivos da indústria fonográfica em pânico, ouço os últimos espasmos da indústria fonográfica, como os novos CDs dos Titãs e dos Ratos de Porão. E ouvindo os CDs originais. Nada de baixar MP3. Também aguardando o novo do U2 chegar nas lojas...

sábado, 6 de setembro de 2014

New Order assina com a Mute e prepara novo disco


O grupo inglês New Order assinou com a Mute Records, gravadora conhecida por nomes como Depeche Mode e Nick Cave and The Bad Seeds, para o lançamento de um novo disco, cujo repertório já está pronto e deve ser gravado em breve.

É o 10º álbum de estúdio da banda de Manchester, que tem 34 anos de existência, e o primeiro gravado sem a participação de Peter Hook, baixista original que deixou a banda depois que teve desavenças com Bernard Sumner.

Bernard Sumner, guitarrista e vocalista, Peter Hook e o baterista Stephen Morris tocavam juntos desde 1976, quando formaram o Warsaw, banda punk que deu origem ao Joy Division. Junto a eles tocou também o cantor e eventual guitarrista Ian Curtis, que em maio de 1980 foi encontrado enforcado, o que fez os três remanescentes a tocar um novo projeto, uma "nova ordem".

O New Order foi, durante muitos anos, formado pelos três músicos mais a namorada, e depois esposa, do baterista, Gillian Gilbert, que toca guitarra e teclados. Em 2001, Phil Cunningham substituiu Gillian, que foi cuidar da filha que tem com Morris.

Em 2007, com a saída de Hook, Tom Chapman assumiu o baixo, causando apreensão nos fãs do New Order diante da perda do talento peculiar do baixista original. Mas Chapman conseguiu, depois, reproduzir o estilo de Hook, procurando tocar notas "agudas" no contrabaixo elétrico.

A princípio essa formação seguiria carreira com o nome de Bad Lieutenant ("mau tenente", traduzido do inglês), mas o grupo voltou a ser New Order, a contragosto de Hook, com o retorno de Gillian. Atualmente o grupo segue como um quinteto, com Sumner, Gilbert e Morris mais Cunnningham e Chapman.

Com essa formação, o grupo veio ao Brasil para tocar na edição local do festival Lollapalooza deste ano, e não decepcionou seus fãs com seu crossover entre rock alternativo e pop dançante, caraterístico do New Order.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Morre Glenn Cornick, baixista e fundador do Jethro Tull


Depois de se retirar de cena por causa de problemas cardíacos, faleceu, aos 67 anos, o baixista Glenn Cornick. Ele havia sido baixista do grupo Jethro Tull e fazia parte da primeira formação que fundou a banda, junto ao cantor e flautista Ian Anderson e outros integrantes. Cornick ficou na banda até 1970.

Nessa fase, o Jethro Tull ainda tinha um estilo calcado no folk e no blues, como se observa no primeiro LP da banda, This Was, de 1968. Mais tarde, porém, o Jethro Tull passou a ser marcado pelo seu estilo de rock progressivo e, nos anos 80, por um folk rock básico.

A notícia foi dada pelo sítio da Billboard. Glenn vivia em sua casa na localidade de Hilo, no Havaí, EUA, onde faleceu. Ian, ao saber da morte do ex-colega, escreveu uma nota no sítio oficial da banda lamentando o ocorrido.

"Glenn era um homem de grande cordialidade e pronto para fazer amizade com qualquer um – especialmente músicos. Sempre alegre, ele trouxe para as performances da fase inicial do Tull uma intrepidez animada, como sua personalidade e música. Durante muitos anos, desde então, Gleen continuou a tocar em várias bandas e era convidado habitual em convenções de fãs do Tull, onde ia participar com entusiasmo para reviver os momentos musicais do repertório inicial", escreveu Anderson.

O Jethro Tull passou por diversas formações, mas Glenn é conhecido como um dos mais importantes músicos que passaram pela banda. Como integrante do JT, ele também participou da apresentação que o grupo fez no Rock and Roll Circus, projeto de apresentações ao vivo promovido pelos Rolling Stones, em 1968.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Leitor Ítallo Philiphe responde a colaborador do blogue

Resposta para postagem anterior:

Respeite os moradores do estado de Goiás , seu povo, sua cultura, sua música, suas raízes, seus costumes, suas tradições!

Se você não gosta de música sertaneja, é seu direito de não gostar, agora denegrir a imagem dos goianos através disso é demais e chamar de Terra Improdutiva é uma piada.

Nosso estado é o líder em aumento de vagas de emprego no Centro-Oeste, e um dos que mais vem recebendo trabalhadores de outros estados por causa do agronegócio, das usinas de álcool e biodiesel, turismo, confecções, laboratórios , etc…

Nosso estado é referência na América-LAtina no ramo de produtos e medicamentos de laboratórias através de nosso polo de Anápolis que tem os Laboratórios TEUTO, NEOQUÍMICA e GEOLAB, além de outras marcas que você já deve ter se medicado algum dia, dentre outras qualidades, que temos…

Assim, temos problemas, como qualquer outro estado da Federação e não aceitaremos que pessoas que se escondem por trás de seu anonimato venham a falar mal dos Goianos! Visitem nosso Estado. Verás que nossa capital é limpa, tem uma das melhores qualidades de vida do Brasil, Goiânia é a 2ª cidade no mundo em quantidade de áreas verdes (só fica atrás de Edmonton(CANADÁ), e nossa capital é uma cidade ecologiamente correta dentre outras qualidades…

Venham a Goiânia e verás que nosso povo, além de educado, humilde e simples, é hospitaleiro e respeitam não só nossas origens e tradições como as dos outros!

Ítallo Philiphe – Goiânia / GO
terça-feira, 26 de agosto de 2014 23:02:00 BRT

P.S: A postagem anterior não é anônima e nela não é encontrado o termo "Terra Improdutiva". Fora isso, vale a resposta e uma justa publicação na área de comentários e em nova postagem.

sábado, 16 de agosto de 2014

'Nheengatu' é o grande CD de 2014. Até agora

Os Titãs lançaram aquele que é até agora o grande CD de 2014 e sério candidato a melhor disco do ano. Nheengatu também é o melhor CD da banda lançado depois do Titanomaquia, de 21 anos atrás (resenha para Titanomaquia aqui). Nheengatu e Titanomaquia formam junto com Cabeça Dinossauro uma trilogia. Talvez ninguém tenha reparado. Talvez os Titãs já tenham percebido ou perceba um dia, já que a banda está prometendo tocar Nheengatu ao vivo na íntegra no próximo sábado no Circo Voador, se a plateia demonstrar todo o entusiasmo que o público tem mostrado nas demais apresentações da atual turnê. Os Titãs já tocaram Cabeça Dinossauro inteiro, chegando a gravar um CD/DVD/blu-ray ao vivo com todas as faixas do vinil de 1986.

Nheengatu resgata e atualiza o estilo ácido, pesado e cru que a banda adquiriu a partir do Cabeça Dinossauro. É também um CD influenciado por sons brasileiros, marca que os Titãs conseguiram manter até mesmo em discos inferiores, como Domingo. Há quem comente que o guitarrista Tony Bellotto é o grande responsável pela sonoridade de Nheengatu.

A banda resolveu fazer um panorama do caos do mundo atual. Aborda vários temas: pedofilia, violência policial, violência doméstica contra as mulheres, pobreza e intolerância sexual, racial e social.

Nheengatu faixa a faixa

1 - Fardado - É uma faixa que disserta sobre a violência cometida por vários policiais durante as manifestações de rua no ano passado. Uma abordagem muito diferente da faixa Conflito Violento, também uma faixa de abertura, mas do CD Século Sinistro, que os Ratos de Porão lançaram também neste ano. Só que, enquanto os Ratos preferem apoiar totalmente os black blocs, os Titãs preferiram chamar os policiais violentos pro mesmo lado. "Você também é explorado, fardado!", diz a música dos Titãs. Como integrantes da banda disseram no programa Encontro com Fátima Bernardes (Rede Globo) serem contra o vandalismo nas manifestações, os Titãs foram acusados por desafetos de defender uma "anarquia institucionalizada".

2 - Mensageiro da Desgraça - História de um sujeito bastante pobre que conta suas desventuras enquanto caminha pelas ruas de São Paulo.

3 - República dos Bananas - Ska bem humorado, semelhante a músicas dos CDs Domingo e A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana.

4 - Fala, Renata - Uma música sobre pessoas que falam demais. Pela repetição de palavras, lembra muito algumas músicas do ex-integrante Arnaldo Antunes.

5 - Cadáver Sobre Cadáver - Praticamente uma marcha sobre a vida e a morte. Mais sobre morte do que sobre vida. "Quem vive, sobrevive" é a frase que resume a música toda. A melhor faixa do disco. Deve estar provocando momentos épicos nas apresentações ao vivo da banda.

6 - Canalha - A única música não autoral do disco. Foi composta por Walter Franco, um dos grandes compositores e cantores alternativos da história da música brasileira.

7 - Pedofilia - As distorções da guitarra de Tony Bellotto prenunciam todo o absurdo do problema abordado pelos Titãs. Aqui a banda preferiu fazer uma abordagem a partir do ponto de vista das vítimas de pedofilia. Chegando a citar o sentimento de culpa das vítimas, mesmo sem terem culpa alguma.

8 - Chegada ao Brasil (Terra à Vista) - Versa sobre a chegada dos colonizadores ao Brasil, em séculos passados, e tudo que esta terra tinha na época. E até coisas que só teria no futuro ("Tem palmeiras, sabiás, mulatas ainda não").

9 - Eu Me Sinto Bem - O segundo ska do disco é a única que segue aquela linha de "músicas de autoajuda" dos discos que a banda fez entre Domingo e Como Estão Vocês?.

10 - Flores Para Ela - Música sobre a violência doméstica contra as mulheres.

11 - Não Pode - Outra música com repetição de palavras, esta cheia de nãos e coisas não permitidas.

12 - Senhor - Aqui temos uma longa profissão de fé dos Titãs, em oposição a dízimos, ofertas e santos de outras crenças. "Querem meu dinheiro / Querem meu salário / Um santo no espelho / Uma sombra no armário".

13 - Baião de Dois - Música profundamente influenciada pela música nordestina, mas com letra cheia de palavrões, bem ao estilo Titãs.

14 - Quem São os Animais? - A faixa de encerramento de Nheengatu faz a defesa da tolerância sexual, racial e social. "Você tem que respeitar o direto de escolher livremente" e "Você tem que respeitar o direito de ser diferente" são versos que acabam resumindo o disco inteiro.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Apesar do rock nacional, rock não é necessariamente de esquerda

Fonte: Facebook.

Luciano Geronimo

Rock é coisa de esquerdoso.

"Rock é coisa de esquerdoso"? Elvis Presley, Neil Young, Joey Ramone e Dave Mustaine não concordariam com isso.

Marcos Vinicius Mesquita

Entre outros. A cena nacional ser dominada por idiotas esquerdosos não significa que o Rock seja. Tai Roger e Lobão pra contrariar.

Pois é. A cena do rock nacional é historicamente dominada pela esquerda caviar. A cena oitentista (a mais bem sucedida) está à frente. Herbert Vianna é lulista assumido. Nasi é filiado do PC do B. Frejat participou da derrotada proposta do SIM no plebiscito sobre a proibição de venda de armas e munição. O Capital Inicial continua naquela onda adolescente de voto nulo enquanto Dinho ostenta símbolos esquerdistas nas camisetas. Cazuza compôs Burguesia, apesar de ter recusado proposta do PT para usarem a música na campanha de Lula de 1989 (talvez Cazuza fosse simpatizante da ultraesquerda, que daria em partidos como PSOL e PSTU). Leoni andou escrevendo umas bobagens, ultimamente. E TODO o punk rock brasileiro está comprometido até a medula com a esquerda.

Mas há exceções. Renato Russo assumiu ser capitalista. João Barone andou batendo boca com governistas na Internet. Paula Toller pediu votos para Geraldo Alckmin no Circo Voador em 2006. E tem os casos mais notórios de Lobão, Roger Moreira e Leo Jaime.

Falando no Dave Mustaine, não sou de comprar discos do Megadeth, mas fiz questão de comprar um: o United Abominations. O disco é demolidor. Só a arte gráfica e a faixa-título valem mais que tudo o que a esquerda caviar gravou ao longo deste século e do século passado.

Marcos Vinicius Mesquita

Dos álbuns recentes do Megadeth o "united" e digno de nota.

domingo, 20 de julho de 2014

Fuzzcas fazem parte de algo maior que nem eles perceberam


Ontem foi dia de mais uma apresentação ao vivo dos Fuzzcas, desta vez no evento Alô Alô Atitude, no Teatro Municipal do Jockey (municipal porque é um teatro administrado pela Secretaria Municipal de Cultura em espaço cedido pelo Jockey Club Brasileiro). Foi uma das primeiras apresentações do grupo depois da participação deles no concurso (classificado como um riélite) Superstar da Globo. A apresentação em si foi memorável. O grupo está cada vez mais afiado no palco. Seja em postura de palco, seja na execução instrumental das músicas, seja no canto de Carol Lima, autora de todas as letras da banda.

O ano de 2014 está marcando uma virada na carreira do Fuzzcas. O grupo começou sua carreira no final da década passada, e sempre foi um dos mais promissores grupos da cena indie carioca. O Fuzzcas tem um CD independente lançado no início deste ano, Feliz dia de ontem, além de um CD demo (um EP, na verdade) lançado nos anos anteriores e uma faixa num tributo a Michael Jackson: uma versão roqueira para The Way You Make Me Feel que a banda costuma tocar ao vivo. Tocou inclusive ontem. Só que neste ano a banda teve uma exposição nacional inédita, por conta da participação naquele festival Superstar. Tá, a banda milita na Internet desde o início, tendo contatos em vários lugares. Mas a TV ainda é a grande vitrine de exposição musical do país e dita a pauta inclusive da Internet. Bom pra banda, que quase chegou na fase final do Superstar e acabou conquistando fãs em vários cantos do país e até no exterior.

O dia de ontem merece uma menção especial na trajetória do Fuzzcas. No cada vez mais efervescente circuito musical carioca, uma conjunção cósmica fez com que houvesse três apresentações de primeira classe ao mesmo tempo no Grande Rio. Enquanto os Fuzzcas tocavam no Teatro do Jockey, Alceu Valença tocava na Fundição Progresso e a Plebe Rude tocava no Bar do Meio, em Niterói. Alceu está na estrada desde 1971. A Plebe está na estrada desde 1981, com um hiato de 1994 a 1999. Os Fuzzcas estão na estrada desde 2006, mas ao tocarem no Rio de Janeiro num dos mais prestigiados teatros da cidade na mesma data em que nomes consagrados da música brasileira tocavam em outros lugares, passaram a fazer parte de algo maior que nem eles perceberam. O cenário nacional da música brasileira está com as portas abertas para o Fuzzcas. Participar do Superstar foi uma prévia. O Fuzzcas tem bagagem musical e cultural para transcender a cena indie carioca e conquistar espaço no cenário nacional. Tem aquela garra típica das melhores bandas de rock, tal como a Plebe. Até com aquela postura de "vamos salvar o rock", bem ao estilo "faça você mesmo", ao invés de esperar que outros façam. Estão inseridos na forma carioca de ver o mundo e abordar assuntos que vão do amor à vida urbana. Não dá para dissociar as letras e o canto de Carol Lima e o instrumental da banda da cidade do Rio de Janeiro, assim como não dá para dissociar os Los Hermanos (hoje em recesso) da mesma cidade e o Alceu do estado de Pernambuco. O grupo Fuzzcas só poderia ter sido criado no Rio de Janeiro, não em outra cidade. Além disso tudo, os Fuzzcas conseguiram uma combinação única de letras espertas e desencanadas, rock clássico dos anos 1960 e 1970 e referências emepebísticas (incluindo versões de músicas de Belchior).

Tomara que os Fuzzcas tenham uma vitoriosa carreira e que ouçamos muito mais deles e sobre eles.

Aqui, a lista de músicas que a banda tocou ontem:

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Morre Johnny Winter, guitarrista de blues, aos 70 anos


Morreu aos 70 anos, em um quarto de hotel na cidade de Zurique, na Suíça, o cantor e guitarrista de blues Johnny Winter. Um dos astros do festival de Woodstock de 1969 e com uma carreira de mais de 50 anos, Winter era um músico de blues com bastante prestígio e entrosamento com o cenário do rock setentista.

Winter gravou cerca de 40 álbuns de estúdio e produziu, na virada dos anos 70 para os 80, três LPs de Muddy Waters, que chamava o músico de "filho". Winter também colaborou em discos de John Lee Hooker e era fã do guitarrista B.B. King, de cujas apresentações lhe inspiraram a iniciar carreira.

Seu estilo sonoro influenciou praticamente todo o rock do final dos anos 60 e decorrer dos anos 70, principalmente o chamado "rock sulista" dos EUA (Creedence Clearwater Revival, Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers). Também era muito admirado pelos músicos de rock britânico, como Eric Clapton e Rolling Stones.

Nascido John Dawson Winter III, ele começou sua carreira fonográfica depois que seu concerto de abertura durante a turnê de Mike Bloomfield chamou a atenção da imprensa e das gravadoras, em 1968. Ele também foi considerado um dos cem maiores guitarristas do mundo segundo a revista Rolling Stone.

Musicalmente, ele era também influenciado pela música negra contemporânea do Texas, seu Estado natal, e combinava a sonoridade acústica de Robert Johnson (1911-1938) com o rhythm and blues, a forma dançante e eletrificada do blues.

Johhny também tem um irmão músico, Edgar Winter, que também tem carreira consolidada no blues e líder do famoso Edgar Winter Group. No começo da carreria, os dois chegaram a formar uma dupla no estilo Everly Brothers, que chegou a apresentar em vários programas de TV no Texas.

Ainda não foi divulgada a causa do falecimento do músico. Segundo a agência noticiosa Reuters, Winter deixou pronto seu último álbum, que será lançado em 02 de setembro próximo, que contou com a participação de músicos como Ben Harper e Eric Clapton.

sábado, 12 de julho de 2014

Morre último remanescente da primeira formação dos Ramones

RECÉM-FALECIDO, O BATERISTA TOMMY RAMONE É O QUE APARECE COM A CAMISETA CURTA, MOSTRANDO A BARRIGA.

O último remanescente dos quatro membros originais dos Ramones, o baterista Tommy Ramone, faleceu no último dia 11, em Nova York, vítima de câncer no ducto biliar. Nos últimos anos, além de músico, ele atuava também como produtor de discos.

Tommy participou dos primeiros discos dos Ramones, e seu nome era Tommy Erdelyi. Ele fundou a banda juntamente com o vocalista Jeffrey Hyman (Joey Ramone), o baixista Douglas Colvin (Dee Dee Ramone) e o guitarrista John Cummings (Johnny Ramone).

Os Ramones foram um dos representantes mais populares do punk rock dos EUA, tendo sucedido os pioneiros New York Dolls e Stooges. O grupo é muito popular no Brasil, país visitado pela banda várias vezes.

Apenas Joey e Johnny ficaram em todas as formações do grupo. Os Ramones foram extintos em 1996, depois de encerrarem sua turnê no Lollapalooza. Joey faleceu de câncer linfático em 2001, Dee Dee faleceu de overdose em 2002 e Johnny de câncer na próstata.

Atualmente o legado dos Ramones é representado por bandas derivadas, como Los Gusanos e Marky Ramone and the Intruders, formadas respectivamente pelos músicos que tocaram nos Ramones, como Chris Ward (DJ Ramone) e Marc Bell (Marky Ramone).

sábado, 28 de junho de 2014

O pessoal reclama demais do Detonator

Resposta para Whiplash:

O pessoal reclama demais do Detonator. O personagem não foi feito pra ser levado a sério. É um trabalho humorístico do Bruno Sutter. O cara lida com clichês de várias coisas, desde o metal ao brasileiro médio (quer coisa mais clichê que traje imitando o uniforme da CBF?).

Mesmo sendo clichê e não se levando a sério, Bruno Sutter consegue ser mais sério que muitos pseudo-humoristas, inclusive da TV. Até hoje não o vi destratando nordestinos ou dizendo que "comeria" o filho pequeno de alguém, como alguns estrupícios fizeram por aí.

No que diz respeito à cultura brasileira, tem mais é que ser valorizada. Mesmo num trabalho humorístico como o do Detonator. Ainda mais num gênero há vários anos naturalizado, como o metal. Se o Bruno se aprofundar na cultura brasileira, não faltará assunto.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Kiss FM voltou ao ar hoje

Contrariando expectativas da equipe do blogue, a Kiss FM voltou ao ar hoje no Rio de Janeiro, ainda na fase de testes, que se prolonga desde fevereiro. Tanto que a rádio já está alternando horários no ar e fora do ar. É evidente que o sinal e o som da rádio ainda estão precários. Só os receptores mais potentes captam o sinal da rádio. Mas é melhor que nada.

O Rio de Janeiro continua na expectativa pela resolução dos problemas da Kiss FM e pela sua inauguração.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Kinks poderão voltar com novo disco e turnê


Depois de muito tempo separados por desavenças pessoais, os irmãos Ray e Dave Davies, dupla central do grupo britânico Kinks, voltaram a se entender e começam a falar sobre a possibilidade da banda voltar à atividade, com disco inédito e turnê.

Ray e Dave estão se comunicando por telefone e e-mail e cada um compõe novo material sozinho. Ray completa 70 anos este ano e espera que os dois voltem a compor juntos e chamem outros integrantes para retomar a banda.

Os Kinks foram um ícone da invasão britânica, contemporâneo dos Beatles, Rolling Stones e Who. Os Kinks são considerados por alguns especialistas como outra banda mod, a exemplo do Who e dos Troggs (que recentemente perdeu seu vocalista Reg Presley).

A banda foi conhecida por sucessos como "You Really Got Me" - de 1964, que as gerações mais recentes também conhecem pela cover do Van Halen - , "Lola", "Waterloo Sunset" e "Victoria", esta última também gravada pelo grupo de pós-punk The Fall, de Manchester, portanto conterrâneo dos Buzzcocks, Smiths e New Order.

Os Kinks também exerceram forte influência em bandas como Stranglers, Undertones, Cars e, na década de 90, o Blur. O grupo de Ray Davies - que chegou a ser marido de Chrissie Hynde, dos Pretenders - também se destacou com uma ótima fase new wave, nos anos 80.

domingo, 8 de junho de 2014

Novo CD do Rosa de Saron com tiragem maior que novo CD dos Titãs

Eis um retrato fiel do combalido mercado fonográfico: a tiragem inicial de dois CDs de bandas de rock brasileiras lançados pela mesma gravadora: a Som Livre. O CD Nheengatu, dos Titãs, saiu com tiragem inicial de 20 mil cópias. Já o CD Cartas ao remetente do grupo católico Rosa de Saron saiu com tiragem inicial de 30 mil cópias.

Ou então, vai ver isso é resultado da longa série de CDs medianos que os Titãs lançaram depois do Acústico MTV. Ou resultado da maior quantidade de fãs fiéis (fiéis em todos os sentidos) que o Rosa de Saron tem. Ou então é tudo isso ao mesmo tempo agora. Como diziam os Titãs em outro CD.

Por sinal, estou devendo uma resenha para esse excelente CD Nheengatu dos Titãs. Não é padrão FIFA. É bem melhor: padrão Cabeça Dinossauro e Titanomaquia. Fica para outro dia.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Rock de Brasília, Ira!, Ângela Rô Rô e Celso Blues Boy na quinta-feira que vem no Mixto Quente

Se o Mixto Quente no Canal Viva já estava sensacional, na próxima quinta-feira às 22h (e nas reprises nos dias seguintes) a coisa será elevada à terceira potência. O programa será dedicado principalmente ao rock de Brasília, com a presença das bandas Legião Urbana, Plebe Rude e Escola de Escândalos. Pra completar e variar o programa, também compareceram Ira!, Ângela Rô Rô e o inesquecível representante maior do blues-rock nacional: Celso Blues Boy.

Vai perder essa?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Kiss Rio saiu do ar sem data de inauguração. Se é que voltará ao ar


A rádio saiu do ar no último sábado. O sinal do parque do Morro do Sumaré entrou no ar em fase de testes no dia 5 de fevereiro deste ano, saindo do ar eventualmente para manutenção ou por problemas como falta de energia ou raios no parque de transmissão. Enquanto isso, nos últimos dias o sinal da torre de transmissão de São Gonçalo voltou ao ar, com baixa potência, transmitindo sequer para todos os bairros daquele município.

Sem equipe local montada, a rádio não tem data de inauguração. Se é que voltará mesmo ao ar. Se a rádio não voltar ao ar a partir do início do horário eleitoral, em agosto deste ano (teoricamente a rádio terá que transmitir a propaganda eleitoral do estado do Rio, não do estado de São Paulo), será possível designar os ouvintes da Kiss Rio como órfãos da Kiss Rio. O mesmo se aplicará a este blogue, que permanecerá como um tributo, mesmo que a rádio saia definitivamente do ar. A Kiss Rio ficará marcada como uma rádio que, se não teve o mesmo brilhantismo da campeã das campeãs do gênero (a Fluminense FM), teve a melhor programação rock da cidade do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, pelo menos entre as rádios oficiais, já descontando as piratas. Uma rádio que sofreu toda sorte de oposição em sua vinda para o Rio, de perseguição política à burocracia tecnocrática de alguns órgãos estatais.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

BR 102 de 17 de maio de 2014

Lista de músicas tocadas no programa de sábado passado:

Plebe Rude - Proteção
Golpe de Estado - Velha mistura
Ira! - Núcleo base
Os Paralamas do Sucesso - De perto
Cazuza - Brasil
Camisa de Vênus - Eu não matei Joana D'Arc
Rita Lee - Jardins da Babilônia
Lobão - Blá blá blá... Eu te amo (Rádio Blá)
Legião Urbana - Faroeste Caboclo
Biquini Cavadão - Em algum lugar no tempo
Titãs - Igreja
Raul Seixas - Anos 80
Raul Seixas - Sapato 36

domingo, 18 de maio de 2014

Ritchie e Jim Capaldi receberam influência da verdadeira música das favelas cariocas

O cantor, músico e compositor britânico Ritchie chegou ao Brasil em 1972, algum tempo depois de ter conhecido em Londres os brasileiros Lucinha Turnbull, Rita Lee e Liminha, que estavam na capital britânica para comprar instrumentos musicais. Ritchie acabou fazendo amizade com os brasileiros, e recebeu convite para vir ao país. Ritchie tem uma importante participação na história do rock brasileiro.

O baterista, percussionista e também britânico Jim Capaldi se casou com uma carioca em 1975 e se mudou com ela em 1977 para o Rio de Janeiro. Teve duas filhas: Tabitha (1977) e Tallulah (1979). Em 1980, Jim Capaldi gravou em seu LP solo Let the Thunder Cry uma composição dele chamada Favela Music, com backing vocals de Ritchie. Em 1986, os dois cantaram e tocaram a música ao vivo no programa Mixto Quente, que está sendo resgatado agora pelo Canal Viva. Tanto por essa gravação do Mixto Quente como pelos trabalhos solo, dá para perceber que os dois foram influenciados pela música brasileira, inclusive aquela feita nas favelas cariocas. Não aquela atual picaretagem bancada por donos de equipes de som, mas a música de verdade feita nas favelas. Há até percussão de samba-enredo nesta gravação ao vivo de Favela Music.


Outro grande registro de influência brasileira na carreira de Jim Capaldi foi a gravação feita com George Harrison para a música Anna Julia, o primeiro sucesso dos Los Hermanos, pouco antes da morte do ex-beatle ocorrida em 2001. Jim Capaldi morreu em 2005.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Nova música de Morrissey faz críticas ao modo como é feito o processo eleitoral no mundo


Ás vésperas de completar 55 anos de idade e celebrando 30 anos de lançamento de dois álbuns dos Smiths - The Smiths e a coletânea Hatful Of Hollow - , o ex-vocalista da banda de Manchester, Morrissey, segue com sua carreira solo lançando um novo compacto.

A música, "World Peace is None of Your Business", é faixa-título do álbum a ser lançado em breve, e os versos de Morrissey fazem uma crítica à maneira como são feitas as eleições em várias partes do mundo. O clipe da música tem a participação da cantora Nancy Sinatra, filha de Frank Sinatra e um dos ídolos de infância do cantor inglês.

Segundo o cantor, a forma como são feitas as eleições faz com que os ricos se tornem mais ricos e que, para tal fim, faz com que os pobres devam permanecer pobres. "Cada vez que você vota, você apoia o processo/ Brasil, Bahrein, Egito, Ucrânia/ Tantas pessoas sofrendo", diz um trecho da letra.

Morrissey assinou contrato com a Harvest Records, subsidiária da Capitol Records, ligada à Universal Music. No ano passado, devido a um eventual problema de saúde, os médicos aconselharam o cantor a se aposentar em 2014. Espera-se que Morrissey tenha mudado de ideia, até porque ele já afirmou que sempre gostou de se envolver com a música.

domingo, 11 de maio de 2014

José de Abreu e Roger Moreira batem boca na Internet

2014 vai ser fogo. Ainda estamos longe da eleição e os eleitores dos petistas e dos tucanos já estão quebrando pau, tanto quanto os partidos e seus candidatos. O bate-boca das últimas horas é entre José de Abreu e Roger Moreira. Tudo começou com este tuíte do Zé de Abreu. As respostas de Roger, dos apoiadores do Zé ou do Roger e de detratores de um ou de outro não tardaram, como pode ser visto nas respostas ao tuíte do Zé de Abreu. A resposta do Roger foi publicada no blogue do Felipe Moura Brasil, com direito a um cartaz que motivou o tuíte do Zé de Abreu: um cartaz de um evento do CCBB de São Paulo (que pertence ao Banco do Brasil) com vários nomes do rock nacional. Inclusive o Ultraje a Rigor, do Roger. O próprio deu seu recado durante a apresentação no CCBB:



Se os artistas consagrados do Brasil (sejam da música, da TV, do cinema, do teatro ou de qualquer outro segmento) estão errados em pegar patrocínio estatal para gravarem discos, filmes e programas de TV, mais errados são os governantes que lhes pagam. Essas são verdades que nem José de Abreu nem Roger Moreira admitirão.

No entanto, Roger Moreira mereceu duas respostas minhas:

Marcelo Delfino

@Roxmo Quando governistas dizem que artistas patrocinados devem lealdade a eles é a prova de que querem, na verdade, comprar consciências

Marcelo Delfino

@Roxmo Essa corja governista é a mesma que quer lealdade até dos concursados não filiados ou aliados do Partido

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A volta do Mixto Quente

Ontem às 22h voltou ao ar através do Canal Viva um dos melhores programas televisivos da década de 1980: o Mixto Quente. Este programa foi lançado pela Rede Globo em janeiro de 1986, para estender o sucesso que o rock brasileiro alcançou nacionalmente a partir do Rock in Rio original, de janeiro de 1985. A fórmula do programa era muito boa, e até hoje não foi igualada: várias bandas e cantores do rock nacional e alguns nomes relacionados da MPB se revezavam no palco, sempre montado ora na Praia do Pepino ora na Praia da Macumba (ambas no Rio de Janeiro), tocando ao vivo suas músicas (nada de playback) durante o tempo de programa, que durava uma hora (incluindo os intervalos comerciais).

Contextualmente e culturalmente falando, o rock brasileiro na primeira metade da década de 1980 ficou restrito a alguns segmentos, nichos e redutos localizados principalmente nas grandes cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, o rock nacional teve seus redutos, como a Fluminense FM e casas como Circo Voador e diversas outras, a maioria já extintas. O rock nacional continuou sendo algo apenas de cidade grande, apesar do estouro nacional de alguns nomes como Blitz e Os Paralamas do Sucesso e da presença de várias dessas bandas em rádios pop, como a Rádio Cidade. Esse cenário mudou com o Rock in Rio de 1985. A partir daí, o rock nacional se tornou, efetivamente, um sucesso nacional, atingindo até mesmo rincões do país. Era evidente que mesmo veículos nada-a-ver-com-rock embarcariam na onda, de alguma forma. Depois de transmitir boa parte do Rock in Rio, a forma que a Rede Globo encontrou para permanecer na onda foi colocar algumas dessas bandas e cantores do rock nacional na sua programação e criar o Mixto Quente, para juntar todas elas num programa praticamente só delas, em sequências de números musicais ao vivo.

O Mixto Quente em si também era, num contexto mais geral, fruto da cultura da juventude da época. Além da escalação das bandas e cantores, a estética do programa era escancaradamente voltada para os jovens. O palco era montado em forma de asa delta, e tinha uma torre de vidro ao fundo, com uma estética claramente oitentista. A logomarca também refletia a estética da época. E a escolha dos locais de gravação (duas praias cariocas) era um pretexto para mostrar a própria juventude se divertindo na praia, para que os próprios se identificassem com o programa vendo vários jovens semelhantes a eles ali na tela, geralmente vestindo a moda praia da época.

A escalação do programa de ontem (exatamente a primeira edição gravada, em janeiro de 1986) foi uma boa amostra de todas as edições do Mixto Quente. Começou com Lulu Santos, primeiro nome oitentista (mas egresso da banda progressiva setentista Vímana) a fazer sucesso (isso em 1981!). Lulu tocou faixas que constaram em seu primeiro compacto e em seu LP Tempos Modernos. Aliás, Nelson Motta (antigo parceiro de Lulu) integrava a equipe de produção do programa. Assim como o fever Miguel Plopschi, que visivelmente influiu pouco na concepção artística do programa. Lulu Santos foi a atração principal da edição de ontem, pois tocou mais músicas que os outros, abriu e fechou o programa. O setentista Guilherme Arantes foi a única atração do programa a não estourar na década de 1980. Guilherme começou a carreira na banda de rock progressivo Moto Perpétuo em 1973, estourando em carreira solo posteriormente, ainda nos anos 70. Supla apareceu no programa a bordo de sua então banda Tokyo. Vinícius Cantuária e Kiko Zambianchi completaram, com Lulu Santos, a lista de artistas solo oitentistas do dia. O Capital Inicial tocou ao vivo a música Descendo o Rio Nilo, ainda com o arranjo utilizado no compacto lançado anteriormente pela CBS e tocado na Fluminense FM. Os Titãs também compareceram, ainda em sua fase pré-Cabeça Dinossauro.

Praticamente todos os nomes do rock nacional que estouraram nacionalmente tocaram e cantaram no Mixto Quente. Eles deverão aparecer nas próximas edições do programa. Inclusive as duas maiores bandas da década: Legião Urbana e RPM. Também deverão aparecer artistas da MPB que já faziam sucesso na época. A lista de futuras atrações do Mixto Quente no Canal Viva é enorme: Barão Vermelho, Zero, 14 Bis, Plebe Rude, Tim Maia, Escola de Escândalos, Cazuza, Caetano Veloso...

domingo, 4 de maio de 2014

O Peso na Kiss FM. E é Peso com P maiúsculo

Ontem o programa BR 102 foi magistral. Entraram mais bandas dos anos 60 e 70 como pouco se ouve em rádio. Uma delas foi O Peso, banda carioca fundada em 1974 pelo vocalista cearense Luiz Carlos Porto. O grupo lançou apenas um LP, Em busca do tempo perdido (1975), onde podia ser encontrada a faixa Cabeça Feita, tocada ontem no BR 102. Completaram a lista de sessentistas e setentistas de ontem no BR 102: Mutantes, O Terço, Made in Brazil e o maior nome de todos: Raul Seixas, presente em todas as edições do BR 102 com duas músicas no final do programa. Também tocaram uma do Lobão, oitentista egresso dos anos 70, por ter integrado o grupo Vímana.

Eis a programação do BR 102 em 3 de maio de 2014:

Os Paralamas do Sucesso - Uns dias
Uns e Outros - Dias vermelhos
Capital Inicial - Descendo o Rio Nilo (compacto)
Legião Urbana - O Senhor da guerra (versão do especial infantil televisivo A Era dos Halley)
Mutantes - Top top
O Peso - Cabeça feita
Lobão - É tudo pose
O Terço - Hey amigo
Ira! - Receita para se fazer um herói
Made in Brazil - Uma banda made in Brazil
Titãs - Diversão
Raul Seixas - Eu também vou reclamar
Raul Seixas - Metamorfose ambulante / Rock das "aranha" (ao vivo)