quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Falta de diálogo com os ouvintes

Eu desisto. Fora do ar desde o dia 9 de setembro de 2014, a Kiss FM Rio é um caso crônico de falta de diálogo com os ouvintes. Não dão previsão de volta, saem do ar por qualquer bobagem sem avisar, retornam só quando querem.

Como eu não trabalho na emissora e este blogue NÃO É OFICIAL DA RÁDIO, não responderei mais qualquer pergunta sobre quando a rádio voltará ao ar, quando terá programas locais, etc. Se os colaboradores do blogue quiserem escrever sobre a Kiss FM, fiquem à vontade. Pra mim, chega. Só voltarei a escrever neste blogue sobre rock. Não mais sobre a rádio. Aliás, os amigos colaboradores também podem continuar escrevendo sobre rock, como tem feito. Talvez volte a escrever sobre a Kiss FM, se ela voltar ao ar.

Só estou esperando a hora de rebatizar o blogue com o nome "Órfãos da Kiss FM 91,9".

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nichos locais sustentam mercado fonográfico

Resposta para Whiplash:

O que sustenta o mercado fonográfico hoje em dia não somos nós, leitores do Whiplash. Nós compramos CDs de medalhões do rock e de artistas independentes. Mas os medalhões da atualidade vivem de direitos autorais e de venda de ingressos e memorabilia. Do U2 ao Coldplay. Os CDs independentes são vendidos em uma quantidade residual de cópias, que sustentam apenas as próprias gravadoras independentes (quando há) e as fábricas. Se os CDs independentes são lançados sem gravadora, os artistas vendem praticamente pelo preço de custo, como forma de divulgação e para formar currículo (a discografia). O que sustenta a indústria fonográfica hoje em dia não são mais os campeões mundiais de outrora, que vendiam milhões de discos no mundo todo. São nichos locais. Como os artistas pop japoneses, que só vendem CDs para os consumidores do Japão. Ou como os nomes do sertanejo universitário e da música gospel (evangélica ou católica), no Brasil. Enquanto assisto os executivos da indústria fonográfica em pânico, ouço os últimos espasmos da indústria fonográfica, como os novos CDs dos Titãs e dos Ratos de Porão. E ouvindo os CDs originais. Nada de baixar MP3. Também aguardando o novo do U2 chegar nas lojas...

sábado, 6 de setembro de 2014

New Order assina com a Mute e prepara novo disco


O grupo inglês New Order assinou com a Mute Records, gravadora conhecida por nomes como Depeche Mode e Nick Cave and The Bad Seeds, para o lançamento de um novo disco, cujo repertório já está pronto e deve ser gravado em breve.

É o 10º álbum de estúdio da banda de Manchester, que tem 34 anos de existência, e o primeiro gravado sem a participação de Peter Hook, baixista original que deixou a banda depois que teve desavenças com Bernard Sumner.

Bernard Sumner, guitarrista e vocalista, Peter Hook e o baterista Stephen Morris tocavam juntos desde 1976, quando formaram o Warsaw, banda punk que deu origem ao Joy Division. Junto a eles tocou também o cantor e eventual guitarrista Ian Curtis, que em maio de 1980 foi encontrado enforcado, o que fez os três remanescentes a tocar um novo projeto, uma "nova ordem".

O New Order foi, durante muitos anos, formado pelos três músicos mais a namorada, e depois esposa, do baterista, Gillian Gilbert, que toca guitarra e teclados. Em 2001, Phil Cunningham substituiu Gillian, que foi cuidar da filha que tem com Morris.

Em 2007, com a saída de Hook, Tom Chapman assumiu o baixo, causando apreensão nos fãs do New Order diante da perda do talento peculiar do baixista original. Mas Chapman conseguiu, depois, reproduzir o estilo de Hook, procurando tocar notas "agudas" no contrabaixo elétrico.

A princípio essa formação seguiria carreira com o nome de Bad Lieutenant ("mau tenente", traduzido do inglês), mas o grupo voltou a ser New Order, a contragosto de Hook, com o retorno de Gillian. Atualmente o grupo segue como um quinteto, com Sumner, Gilbert e Morris mais Cunnningham e Chapman.

Com essa formação, o grupo veio ao Brasil para tocar na edição local do festival Lollapalooza deste ano, e não decepcionou seus fãs com seu crossover entre rock alternativo e pop dançante, caraterístico do New Order.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Morre Glenn Cornick, baixista e fundador do Jethro Tull


Depois de se retirar de cena por causa de problemas cardíacos, faleceu, aos 67 anos, o baixista Glenn Cornick. Ele havia sido baixista do grupo Jethro Tull e fazia parte da primeira formação que fundou a banda, junto ao cantor e flautista Ian Anderson e outros integrantes. Cornick ficou na banda até 1970.

Nessa fase, o Jethro Tull ainda tinha um estilo calcado no folk e no blues, como se observa no primeiro LP da banda, This Was, de 1968. Mais tarde, porém, o Jethro Tull passou a ser marcado pelo seu estilo de rock progressivo e, nos anos 80, por um folk rock básico.

A notícia foi dada pelo sítio da Billboard. Glenn vivia em sua casa na localidade de Hilo, no Havaí, EUA, onde faleceu. Ian, ao saber da morte do ex-colega, escreveu uma nota no sítio oficial da banda lamentando o ocorrido.

"Glenn era um homem de grande cordialidade e pronto para fazer amizade com qualquer um – especialmente músicos. Sempre alegre, ele trouxe para as performances da fase inicial do Tull uma intrepidez animada, como sua personalidade e música. Durante muitos anos, desde então, Gleen continuou a tocar em várias bandas e era convidado habitual em convenções de fãs do Tull, onde ia participar com entusiasmo para reviver os momentos musicais do repertório inicial", escreveu Anderson.

O Jethro Tull passou por diversas formações, mas Glenn é conhecido como um dos mais importantes músicos que passaram pela banda. Como integrante do JT, ele também participou da apresentação que o grupo fez no Rock and Roll Circus, projeto de apresentações ao vivo promovido pelos Rolling Stones, em 1968.