quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Justiça autoriza Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá a usarem a marca Legião Urbana


Uma pequena vitória foi obtida na Justiça pelos dois membros que viveram toda a trajetória da Legião Urbana junto com Renato Russo, falecido há 18 anos. O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá foram autorizados a usar a marca Legião Urbana em suas atividades musicais.

A decisão foi dada pelo juiz Fernando César Ferreira Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, num primeiro passo para a reconquista da marca Legião Urbana pelos músicos que hoje representam o vivo testemunho de sua trajetória.

Atualmente Dado e Marcelo disputam com o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, o controle pelo nome da banda e pelo seu legado. A sentença é um dos primeiros resultados favoráveis aos dois músicos, numa disputa que na maior parte das vezes foi favorável a Giuliano, que será condenado a pagar uma multa de R$ 50 mil caso impeça os dois de usarem o nome da banda.

Dado e Marcelo, no entanto, não conseguiram a co-titularidade do nome, que continua sob responsabilidade exclusiva de Giuliano, que alega nunca ter impedido os dois músicos do uso profissional do nome Legião Urbana, mas estabelece limites para o uso do nome pelos dois músicos, que não se pode estender a, por exemplo, roupas, acessórios e vendas de CDs.



PRAÇA ABANDONADA

Em Curitiba, de onde vem parte dos ascendentes de Renato Russo, uma praça com o seu nome, inaugurada há 12 anos, está em completo abandono e não é valorizada para eventos de rock local, mesmo que não sejam diretamente relacionados ao saudoso músico e letrista carioca. A informação é do portal de rock Whiplash.

A Praça Renato Russo, localizada em um subúrbio da capital paranaense, se limita a ser uma modesta praça com parque de ginástica e campo de futebol de areia, mas, além de não servir de local para eventos de rock local, a placa de inauguração está danificada e pichada.

Isso é um grande descaso para uma cidade como Curitiba, conhecida pelo seu atuante cenário de rock que fez a cidade ser classificada pela revista Bizz como a Seattle brasileira.

sábado, 25 de outubro de 2014

Faleceu Jack Bruce, baixista do trio inglês Cream


Faleceu hoje, aps 71 anos, de doença do fígado, o baixista e cantor Jack Bruce, que foi mais conhecido pelo seu trabalho com o Cream. O falecimento foi anunciado na página oficial do músico, através de uma nota que inclui um comunicado de sua família:

"É com grande tristeza que nós, a família de Jack, anunciamos a morte de nosso amado Jack: marido, pai, avô e lenda. O mundo da música será um lugar mais pobre sem ele, mas ele vive em sua música e eternamente em seus corações", diz a mensagem.

O CREAM, NUMA APRESENTAÇÃO NA TV HOLANDESA EM 1968, E NUMA BREVE REUNIÃO EM 2005.

Nascido na Escócia, Jack Bruce começou sua carreira em 1962 e esteve ativo até pouco antes de sua morte. Sua primeira banda foi Graham Bond, mas Bruce também tocou no grupo Manfred Mann e colaborou com John Mayall e Frank Zappa. Ultimamente Jack seguia carreira solo, sem muito alarde na mídia.

Jack, juntamente com o guitarrista Eric Clapton e o baterista Ginger Baker, formaram o trio Cream, que unia rock psicodélico e blues, Jack e Eric dividiam os vocais. O grupo, que teve músicas tocadas na Eldo Pop e na Fluminense FM, teve vários clássicos. Seu som influenciou a sonoridade do hard rock e do rock setentista em geral, sobretudo o chamado "rock sulista" dos EUA.

Alguns deles merecem ser citados: "Sunshine of Your Love", "Born Under a Bad Sign", "I Feel Free", "Tales of Brave Ulysses", "Strange Fruit", "White Room" e "Badge", esta última uma composição de Eric Clapton com o ex-beatle George Harrison. O grupo também gravou covers de blues, como "Crossroads", de Robert Johnson.

A importância do Cream era tal que Jimi Hendrix, que havia integrado outro trio britânico (sim, britânico), o Jimi Hendrix Experience, homenageou o Cream tocando, certa vez, uma cover da música "Sunshine of Your Love".

Depois dos cerca de três anos de atividade, entre 1966 e 1969, o Cream se reuniu duas vezes, em 1993 e 2005. A carreira solo de Jack Bruce, por sua vez, seguiu-se até o lançamento do seu último disco, Silver Rails, lançado em março último.

O trabalho solo de Jack Bruce chegou a ser divulgado pela Fluminense FM, de Niterói, aqui no Brasil. Além de baixista, Jack tocava também violoncelo, teclados, guitarra e gaita. Deixa dois filhos músicos, a cantora pop Aruba Red e o guitarrista Malcolm Bruce.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

sábado, 11 de outubro de 2014

The Who anuncia turnê comemorativa para 2015

ROGER DALTREY E PETE TOWNSHEND, OS DOIS REMANESCENTES DO THE WHO ORIGINAL.

O Who completou 50 anos de existência - incluindo um breve período em que o grupo foi rebatizado como The High Numbers - , tendo a frente os dois membros vivos da formação original, o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista e principal compositor Pete Townshend.

No entanto, o grupo anunciou para 2015 a turnê comemorativa, que além disso contará com o repertório do novo disco de inéditas, a ser produzido em breve. Por enquanto, o grupo lançará, em 03 de novembro próximo, a coletânea The Who Hits 50!, que contará com a inédita "Be Lucky".

"Já são 50 anos e passamos no teste. Fizemos uma música e vamos fazer um disco inteiro. É empolgante", brincou Roger Daltrey, numa entrevista, anunciando as novas atividades do grupo inglês que simbolizou a cultura mod nos anos 60.

A turnê terá 38 concertos nos EUA, com duas etapas, entre 15 de abril e 30 de maio, e entre 14 de setembro e 04 de novembro do próximo ano. Nessa época Roger e Pete estarão, respectivamente, com 71 e 70 anos de idade, a despeito do verso "espero morrer antes de ficar velho" da música "My Generation", um dos clássicos da produção autoral de Pete Townshend.

O grupo atualmente conta com Pino Paladino no baixo, Zak Starkey na bateria e Mick Talbot nos teclados, acompanhando a dupla original. Eventualmente, o irmão de Pete, Simon Townshend (bastante tocado nos anos 80 no Brasil através da Fluminense FM), contribui como segundo guitarrista.

Os referenciais são excelentes. Pino havia tocado com Pink Floyd, Eric Clapton e o baterista de rock clássico Simon Phillips, além de ter feito parcerias com John Mayer (ele mesmo, ex-namorado de Katy Perry). Pino substitui John Eintwistle, morto em 2002.

Zak Starkey, por sua vez, é filho de Richard Starkey, baterista que todos conhecem como o Ringo Starr dos Beatles. Apesar da filiação, Zak musicalmente é mais influenciado pelo amigo de Ringo, o falecido baterista do Who, Keith Moon (morto em 1978) e já tocou em uma das últimas formações do Oasis.

Mick Talbot, por sua vez, é ex-integrante do Style Council, dupla de soft pop formada com o cantor e guitarrista Paul Weller, ex-líder do grupo punk The Jam, que era fortemente influenciado por The Who e Beatles.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pink Floyd anuncia seu fim após lançamento de CD


Interminável pode ser o rio do título do álbum The Endless River, que será lançado no próximo dia 10 de novembro, mas o lançamento desse álbum de estúdio, o primeiro e único em 20 anos, marcará, na verdade, o fim do Pink Floyd, antes de completar 50 anos de fundação.

Antes dele, o último álbum de estúdio foi The Division Bell, de 1994, cujas sessões, por incrível que pareça, inspiraram a gravação do material que compõe o novo e último álbum, definido pelo cantor e guitarrista David Gilmour como "o Pink Floyd do século XXI".

"É triste, mas é o fim", anunciou o guitarrista, que estava no Pink Floyd há 46 anos, afirmando que os membros envelheceram e que não existe um novo projeto para eles. O grupo, que nos anos 60 fez parte do cenário psicodélico e, nos anos 70, popularizou o rock progressivo, será definitivamente extinto depois do lançamento do disco.

O álbum é, na verdade, composto de gravações a partir de 1994, com 18 músicas em maioria instrumentais, 12 das quais co-escritas pelo tecladista Richard Wright, um dos membros-fundadores da banda, que faleceu em 2008 devido a um câncer.

Wright era um dos maiores solistas do grupo, mesmo na sua fase psicodélica, com seu potente órgão de acordes bastante elaborados. Ele foi o segundo membro-fundador do Pink Floyd a falecer, depois de Syd Barrett, o cantor, guitarrista e principal compositor, que deixou a banda em 1968. Barrett faleceu em 2006 decorrente ao diabetes.

O Pink Floyd conseguiu seguir trajetória sem Barrett, apesar de ter passado a fazer uma sonoridade extremamente diferente ao poético psicodelismo do grupo. Mas faixas como "Astronomy Domine" e a instrumental "Interestellar Overdrive", ambas da lavra de Barrett (a segunda em co-autoria com o resto da banda), ambas de 1967, já antecipavam boa parte da sonoridade progressiva do grupo.

As duas canções são do álbum The Piper at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, cujas sessões de gravação ocorreram paralelamente às do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, cada um gravado num diferente estúdio do histórico edifício Abbey Road, em Londres.

No entanto, a trajetória do Pink Floyd tornou-se difícil com as brigas que fizeram Roger Waters sair do grupo - ele não participou do álbum The Endless River - , só desfeitas com uma reunião da formação setentista do grupo para uma apresentação em 2005, e tornou-se impossível sem a presença do super-tecladista Rick Wright.

Em 2012, na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, o cantor Ed Sheeran, um dos principais nomes da música jovem atual, cantou "Wish You Were Here", do Pink Floyd, com a participação de outros músicos, tendo o baterista Nick Mason, outro membro-fundador da veterana banda, em sua função.

O Pink Floyd permanecerá na sua história musical e será lembrado, no próximo ano, através de reportagens comemorativas e pela manutenção de discos em catálogo nas lojas de discos do mundo inteiro, como uma das poucas bandas de progressivo que não tiveram a popularidade seriamente abalada.

Depois de The Endless River, o Pink Floyd talvez só tenha coletâneas ou apresentações ao vivo lançadas por CDs independentes. David Gilmour deve seguir com eventuais trabalhos solo e o PF reinará nas programações das rádios de rock clássico, como a nossa Kiss FM.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Morrissey revelou que fez vários tratamentos contra câncer


O cantor inglês Morrissey, cujo disco mais recente se intitula World Peace is None of Your Business, revelou, numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo, que passou por quatro tratamentos contra o câncer, que incluíram raspagem de tecidos cancerosos. Esse seria o motivo de várias de suas internações.

No momento, o cantor afirma que está se sentido bem de saúde. "Se for para morrer, que eu morra. Se for para eu não morrer, que não seja", disse ele, que está com 55 anos e 27 de carreira solo, depois de sua saída dos Smiths.

Segundo o jornal inglês The Guardian, nas vezes em que Morrissey foi internado, a partir de 2009, ele foi diagnosticado com úlcera hemorrágica, pneumonia dupla, intoxicação alimentar e infecção respiratória. Vegetariano, todavia ele não parece adotar uma dieta alimentar que evitasse tais fragilidades.

Morrissey afirma que não possui vida social nem sexual, e que se sente bem na vida de solteiro. Brincalhão, ele ironizou, sobre o lançamento de seu primeiro romance, previsto para o próximo ano, que se a obra for bem sucedida, ele poderá "deixar de cantar para sempre, o que deixaria muita gente feliz".

JOHNNY MARR LANÇA SEGUNDO ÁLBUM SOLO

Já Johnny Marr, parceiro de Morrissey nos Smiths e co-autor do repertório musical gravado pela banda de Manchester, lança seu segundo álbum solo, Playland, um ano e meio depois do primeiro álbum, The Messenger.

Marr, que era o silencioso guitarrista dos Smiths, mas de acordes ágeis e bastante precisos e criativos, tornou-se também cantor. Sua carreira-solo é pautada na influência dos trabalhos do Electronic - que fez com o vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner - e tem sido bastante prestigiada pela crítica e pelo público.

Nas apresentações ao vivo, Marr já inclui canções dos Smiths, o que dá uma excelente curiosidade de ouvir as canções cantadas por Morrissey na voz do guitarrista. Resta agora desejar excelente saúde para Morrissey e que, mesmo em separado, a antiga dupla dos Smiths possa contribuir com novas e expressivas canções para animar esse mundo marcado pela mediocridade.